"Enxergue sua vida como um profissional de marketing enxergaria uma empresa ou um produto. De tempos em tempos será necessário rever sua estratégia para não ficar obsoleto e perder mercado." Mário Persona

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Análise crítica do filme: Tudo Pela Fama

Do ponto de vista da comunicação, o filme explora e retrata bem a manipulação de imagem através do poder dos veículos de comunicação. As personagens se mantêm o tempo todo fazendo com que sua imagem seja aquela com a qual o público se identifique, consequentemente elevando o status. Todos na trama fazem de tudo para manter suas posições de “super stars”, até mesmo dar sua vida, talvez, digamos assim, para que sua imagem se eternize, chegue ao ápice. Para que eles fossem aclamados pelo público, seus agentes se utilizavam de estratégias para que suas imagens correspondessem às expectativas do povo. Ou seja, o que as pessoas mais gostam de ver, o que as emocionam, o que as fazem querer vê-los na mídia? Faziam um branding com o nome daquelas pessoas e as vendiam, literalmente. O que mais assusta e que me faz perceber que muitas vezes isso ocorre, é que o público realmente reagia às artimanhas utilizadas e aclamava ainda mais seus ídolos, independente se a ação a qual reagiam era conseqüência de uma desgraça alheia ou não. Mas o filme deixa algumas reflexões: até que ponto é saudável querer ser famoso? A qualquer custo? Passando por cima de seus princípios, de seus valores? Custe o que custar? Será que tudo tem seu preço? A fama parece que sim.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Crazy People - Análise Crítica

Loucura? Desatino? Será? Criar anúncios com honestidade atualmente é sinônimo de utopia? Esse é o tema abordado no filme Crazy People, onde um publicitário abandonado pela mulher e abalado com a situação começa a verdadeiramente expor os produtos para os quais faz campanha. As pessoas estão tão presas ao paradigma da ilusão do consumismo. Compram porque está na moda, traz status ou as fazem mais “bonitas”. Mesmo sabendo que suas aspirações em torno dos produtos oferecidos pelo mercado têm outro fundo, outra verdade. Com seu surto de criar campanhas honestas, Leeson alcança o verdadeiro desejo das pessoas e lhes passa informações que na verdade já sabem, mas não admitem. Somos impostos a esse bombardeio de informações, propagandas e nos condicionamos. Mas, quando o publicitário mostra ao mundo a verdade, as pessoas se identificam muito mais com os produtos e consomem. Elas se livram do modismo, dos paradigmas e consomem porque querem realmente, independente do produto fazer mal, como o caso do cigarro, elas sabem que faz mal, mas querem sentir prazer. Ou do exemplo do carro que é comprado para atrair mulheres em vez de ser confortável e seguro. Além de mostrar que é possível fazer propaganda honestamente, o filme também aborda a questão da ética profissional do mérito do sucesso. Após os internos do hospital elaborarem toda campanha, o diretor da agência se reporta à mídia como se o trabalho tivesse sido realizado por ele mesmo, o que lhe traz ainda mais sucesso e acaba revoltando Leeson. Creio que os internos só fizeram esse excelente trabalho porque são “loucos”, ou seja, estão livres das algemas dos paradigmas e no lugar onde estão aquelas idéias não são loucuras e sim liberdade e honestidade. Tanto é que a equipe de criação da agência não conseguia desenvolver o trabalho, pois tinham suas mentes bloqueadas pelo habitual.
Idéias ousadas geram grandes impactos e trazem inovação. Sinceridade, honestidade fazem as pessoas melhores. Afinal, quem não precisa de um pouco de loucura para conseguir descobrir os desejos mais profundos das pessoas.