"Enxergue sua vida como um profissional de marketing enxergaria uma empresa ou um produto. De tempos em tempos será necessário rever sua estratégia para não ficar obsoleto e perder mercado." Mário Persona

segunda-feira, 15 de março de 2010

Filme: A Rainha. Análise Crítica

“A princesa do povo”, disse, o recém eleito, 1º Ministro Tony Blair em uma de suas tentativas públicas de amenizar a gigantesca repercussão da morte de Lady Di. Enquanto isso a família Real se mostrava aparentemente fria diante do acontecimento. Diana se tornara uma figura pública, formadora de opiniões e de imagem extremamente forte diante os súditos da Rainha. E perante essa realidade, começara um longo e talvez inesquecível verão para os Windsor. A frase do 1º ministro fez com os tablóides do mundo inteiro aumentassem exponencialmente a imagem de princesa caridosa e boa para o povo, mas também perseguida e arruinada pela pressão da família Real. Por outro lado, a Rainha, acostumada e “treinada” a cumprir com seu dever para com o povo, sem expor sua vida pessoal e sem demonstrar seus sentimentos, se vê diante de consecutivas quebras de costumes e paradigmas de mais de mil anos. Ela vê o carinho de seu povo tornar-se ódio. A popularidade do 1º Ministro estava em alta, ele caíra nas “graças” do povo com suas pronunciações assíduas nos meios de comunicação, devidas o silêncio da Família Real. Durante esse período, a nação queria que a Rainha seguisse o protocolo para que Diana tivesse um funeral com as honras da realeza, quando não mais era. Isso fez com que os súditos quisessem o sangue da Rainha, que até então trazia consigo um legado, conquistado com honra e sabedoria. Sabedoria essa que lhe falhou quando ela começou a insistir em não querer se pronunciar, não porque estava errada, mas sim porque o povo queria, o povo exigia. A pressão e o medo da queda da monarquia, fizeram com que Elizabeth ll, começasse a rever suas estratégias. Nada tão ameaçador acontecia desde 1936, quando Eduardo Vll abdicou do trono. Realmente atitudes imediatas deviam ser tomadas e foi o que aconteceu. Seguindo os conselhos do 1º Ministro, a Rainha se pronunciou ao povo e o funeral foi como o eles achavam que devia ser. Nesse instante, os súditos voltavam a perceber a Rainha como alguém realmente nobre e que Lady Di teve as honras que merecia. Na verdade, o que houve foi uma grande falha de comunicação e um cruel e voraz sensacionalismo da mídia diante a morte da Princesa. E saliento que a Rainha foi mal assessorada em relação a suas atitudes e sobre as conseqüências que isso traria. Seu assessor não previu a repercussão e a imagem negativa que isso acarretaria à Realeza Britânica. Já frase utilizada por Tony Blair também não foi muito sábia, pois os jornais distorceram a idéia dele, fazendo com que a imagem de Elizabeth ll fosse depreciada. Afinal, deram a entender, que a Rainha participara indiretamente da morte da “Princesa do povo”. Quando o 1º Ministro se deu conta de que seu pronunciamento, desde o início, de certa forma contribuiu com o sensacionalismo da imprensa que só queria vender seus tablóides, ele mudou sua estratégia. Como sua popularidade estava em alta, ele apoiou a Rainha e a aconselhou de maneira que parecesse se “ redimir “ depois de ser mal interpretado, ou melhor, tendo suas palavras distorcidas pela mídia. Após o episódio, Família Real voltou a ter seu prestígio e o carinho do povo e Lady Di tornou-se, digamos, um ícone.
E lembre-se: as histórias sempre trazem duas versões, não julgue sem antes conhecê-las.
Por Paula Nascimento

E aqui essa citação cai bem...

"Enxergue sua vida como um profissional de marketing enxergaria uma empresa ou produto. De tempos em tempos será necessário rever sua estratégia para não ficar obsoleto e perder mercado." Mario Persona

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